Água Residuária do Café: Efeitos Eco-genotóxicos em Modelos Vegetais e
Estratégias de Remediação com Biocarvão.

Nome: AUGUSTO CÉSAR SANTOS OLIVEIRA

Data de publicação: 28/08/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
BENVINDO SIRTOLI GARDIMAN JUNIOR Examinador Externo
FRANCIELEN BARROSO ARAGÃO Examinador Externo
JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA DAVID Examinador Externo
MILENE MIRANDA PRACA FONTES Examinador Interno
TATIANA DA SILVA SOUZA Presidente

Resumo: A cafeicultura é uma atividade de grande importância para a economia brasileira, sendo o
processamento dos frutos por via úmida uma técnica empregada para o processamento dos
frutos. Entretanto, esse processamento demanda grande quantidade de água, gerando a água
residuária do café (ARC), caracterizada por elevada carga orgânica, acidez e presença de
compostos tóxicos. Esse trabalho buscou avaliar o potencial tóxico da ARC, por meio de
análises de seus efeitos no solo e em A. cepa L. e Zea mays L., além de avaliar o efeito tóxico
do solo nos modelos vegetais, bem como a eficiência de colunas filtrantes contendo biocarvão
produzido da casca do café na sua remediação. Os ensaios mostraram que a ARC alterou as
propriedades físico-químicas do solo, alto potencial fitotóxico, inibindo a germinação e
crescimento radicular em concentrações elevadas, alteraram o ciclo celular e provocaram
alterações cromossômicas, além de reduzir a viabilidade celular. O solo tratado com a ARC
também se mostrou fito-citogenotóxico, porém menor que a ARC. O tratamento com biocarvão
reduziu de forma expressiva parâmetros da ARC, como DQO, açúcares, fenóis totais e turbidez,
elevando o pH e os sólidos dissolvidos. Notou-se uma recuperação parcial da germinação e do
crescimento radicular de Lactuca sativa L., assim como a restauração do índice mitótico de A.
cepa. Contudo, ainda foi observado alterações genéticas mesmo após o tratamento do efluente,
indicando que o tratamento com colunas filtrantes contendo biocarvão da casca do café, embora
promissor, não elimina totalmente a toxicidade da ARC, sendo necessários ajustes no sistema.
Por fim, os resultados evidenciam o elevado potencial tóxico d ARC quanto o potencial do
biocarvão como alternativa sustentável para mitigar seus impactos, ressaltando a necessidade
de aprimoramentos no processo para assegura um efluente seguro para reuso e/ou descarte.

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